Selo Comemorativo da Clínica de Tratamento da Dor Luciano Braun
 
 


Saunders já definia o paciente oncológico, como portador de 4 tipos de dor: dor física, dor emocional, dor espiritual, e na maioria das vezes, dor financeira. Com esta afirmação em mente, nós devemos sempre ver o paciente oncológico como um todo.

A dor é o sintoma mais freqüente da ida ao médico e de internação nos pacientes com câncer.

Infelizmente, os novos esquemas de quimioterapia quase sempre estão associados com o aparecimento de neurotoxidade, que induzem ao paciente um quadro de dor neuropática periférica e central, diminuindo ainda mais a qualidade de vida dos pacientes, que normalmente já apresentam outro tipo de dor.

Se tem afirmado que 25 a 30% dos pacientes com Câncer em todo o mundo morrem sem obter um alívio adequado de suas dores.

Nos Estados Unidos 54% dos pacientes em estado intermediário da doença se queixam de dor e na fase avançada este percentual sobe para 72%. Na fase terminal 75% dos pacientes apresentam dor de difícil controle.

As Técnicas de tratmento da dor oncológica tem evoluído bastante. Inicialmnete estes pacientes devem ser abordados com medicamentos através da vias oral,sublingual, retal, transdermica, subcutânea e endovenosa, Não obtendo melhora evoluímos para as técnicas minimamente invasivas, como bloqueios anestésicos, bloqueios neurolíticos e implantes de bombas de infusão no subcutâneo.

Ë muito importante lembrar que o paciente com câncer, alem das dores conseqüente a sua doença, pode ser vítima de dores que nada tem haver com câncer, mas que devem ser diagnosticadas e tratadas adequadamente.

A dor da coluna lombar é responsável por 25% de todas as incapacidades laborativas nos paises desenvolvidos. Cinquenta milhões de pessoa nos EEUU tem osteoporose, sendo portanto, uma causa freqüente de dor axial.

As fraturas de coluna podem ser tratadas de varias maneiras.Um dos tratamentos mais efetivos é a vertebroplastia, que é a colocação de cimento no corpo vertebral fraturado. Ë uma técnica minimamente invasiva, na qual, não precisa fazer incisão no paciente e ele poderá retornar ao seu lar após 3 horas, sem dor e andando. As principais indicações são: colapso vertebral osteoporótico, metástase ósseas, mielomas, linfomas, hemangiomas vertebrais, plasmocitomas e osteonecrose.

Podemos também lançar mão de outras técnicas minimamente invasivas para tratar outros problemas de coluna. Com as técnicas minimamente invasivas os pacientes são tratados em regime ambulatorial. Finalmente é preciso lembrar que em sua fase terminal o paciente deverá ser abordado por uma equipe interdisciplinar em uma área de cuidados paliativos.

 
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